Fórum Oceano visita empresas da Figueira da Foz
  




No âmbito do processo de adesão da Câmara Municipal da Figueira da Foz como associada da Fórum Oceano, o Município promoveu uma visita às empresas Litofish, Cofisa, Nasharyba e Pescódromo de Lavos, e Finfresh, dando a conhecer o potencial do concelho na área da Economia do Mar. O périplo, que se realizou no dia 9 de fevereiro, incluiu ainda uma passagem pela Incubadora de Empresas da Figueira da Foz, que alberga o laboratório avançado do polo MARE da Universidade de Coimbra, o MAREFOZ, e uma visita ao Núcleo Museológico do Sal.
 
Dos congelados às conservas, passando pela aquacultura, turismo e empreendedorismo, são vários os exemplos da importância que a área da Economia do Mar assume no Município da Figueira da Foz. Com uma localização estratégica e privilegiada, uma ligação secular a atividades artesanais, como a pesca ou a extração de sal, e diante da riqueza dos recursos endógenos, o concelho dispõe de condições ótimas para o desenvolvimento da Economia Azul.

Congelados, Conservas, Aquacultura e Pesca Turística
 
Litofish
Com mais de uma década de história, a Litofish dedica-se à transformação e comercialização de produtos alimentares congelados, essencialmente pescado. Fundada por Ernesto Silva, que conta atualmente com apoio do filho, Daniel Silva, a empresa surgiu como um complemento ao setor dos frescos, colmatando a lacuna na área dos congelados e aproveitando o know-how do porto de pesca da Figueira da Foz.
Segundo os responsáveis, a Litofish privilegia o pescado nacional, com destaque para a sardinha e o carapau, exportando 30% do que produz para mercados como EUA e Canadá. Apostada em crescer, a empresa prepara-se para ampliar a capacidade de produção, através da construção de uma nova unidade, adaptada para trabalhar qualquer tipo de peixe, que vai permitir produzir 5 mil kg/hora.
 
Cofisa
Integrada no Grupo Freitas Mar, a Cofisa produz conservas de peixe, nomeadamente, atum, sardinha, cavala, petinga, lula, polvo e berbigão. Além das marcas próprias, das quais é exemplo a reconhecida Vasco da Gama, a conserveira dedica parte da produção às chamadas private label, fabricando para grandes superfícies comerciais. Em rota de crescimento, a empresa tem-se adaptado às exigências do mercado, crescendo de forma sustentada. Com uma percentagem de exportação acima dos 40%, a Cofisa vende não só para países europeus, como para mercados do Norte de África e do Médio Oriente. Atualmente, a conserveira tem capacidade para produzir mais de 100 milhões de latas por ano.
 

Nasharyba e Pescódromo de Lavos
A Nasharyba, fundada por Jorge Camarneiro, é uma exploração de viveiros que se dedica à produção em regime semi-intensivo de espécies como o Robalo e a Dourada, contando com 18 tanques distribuídos por um total de 17 hectares. Empenhada em garantir a qualidade do pescado, a aquacultura aposta não só no recurso a ração de origem vegetal, como no investimento em tecnologia e infraestruturas. Recentemente instalou mesmo um sistema de leitura por sonda do oxigénio.
Após o nascimento da Nasharyba surgiu a ideia de aliar a componente turística à exploração de peixe, através da criação do Pescódromo de Lavos, uma estrutura com 30 plataformas de pesca, cada uma com dois lugares, o que permite estarem 60 pessoas a pescar ao mesmo tempo. Aberto a todos os que queiram experimentar a prática da pesca, o Pescódromo apresenta-se como um local de lazer e convívio, dando aos visitantes a possibilidade de comprar ou não o peixe que pescaram, bem como de realizar almoços ou jantares nas suas instalações.
 
Findfresh
A Findfresh é a maior aquacultura de enguias da Península Ibérica e uma das maiores da Comunidade Europeia. Liderada por Paulo Vaz começou a laborar em 2016 com o objetivo de criar uma oferta capaz de substituir as importações pelo produto nacional. Vocacionada para um nicho de mercado, exporta atualmente 95% da sua produção, tendo como principais mercados a Holanda, a Espanha e a Bélgica. Pautada por elevados padrões de exigência, orgulha-se da qualidade do peixe que cria, apostando em métodos de produção rigorosos, em tecnologia avançada e no recurso a uma ração feita com produtos naturais e isenta de químicos, proveniente da Dinamarca. A tecnologia, a qualidade da água e a temperatura constante entre os 25ºC e os 26ºC permitem que nos tanques da Findfresh as enguias demorem cerca de um ano a crescer.
 
Dinamização do tecido empresarial, atração de novos projetos e promoção da relação indústria-ensino
 
Incubadora de empresas da Figueira da Foz e MAREFOZ
Criada há mais de 11 anos e com uma taxa de ocupação de 96% a Incubadora de Empresas da Figueira da Foz (IEFF) tem como objetivo “contribuir para o desenvolvimento, dinamização e rejuvenescimento do tecido empresarial do concelho e da região onde o mesmo se insere, através do apoio à constituição, instalação e desenvolvimento de novas empresas de base tecnológica e/ou industrial.”
A IEFF alberga desde 2016 o MAREFOZ, laboratório avançado do polo MARE da Universidade de Coimbra, que visa “atuar como um parceiro preferencial da autarquia e empresas na região, nomeadamente no domínio da implementação do conceito de Economia Azul, em virtude do reconhecimento da importância social e do valor económico do mar.”
Em 2017, numa iniciativa conjunta da IEFF, Universidade de Coimbra, através do MAREFOZ, da Associação Comercial e Industrial da Figueira da Foz e da Câmara Municipal da Figueira da Foz, surgiu a Incubadora do Mar e Indústria com o intuito de atrair mais projetos empresariais ligados à Economia do Mar, tirando partido da localização estratégica e dos recursos endógenos da Figueira da Foz.
 
Valorização dos recursos endógenos
 
Núcleo Museológico do Sal
Inaugurado em 2007, por iniciativa do Município da Figueira da Foz, o Núcleo Museológico do Sal situa-se na Salina Municipal do Corredor da Cobra. O NMSal apresenta-se como “um centro de informação, educação e sensibilização de diversos públicos para a necessidade de preservação de uma atividade tradicional e de um produto artesanal, contribuindo assim, de forma integrada, para a valorização deste património como fator de desenvolvimento local sustentável”. A criação do Núcleo veio revolucionar o meio em que está inserido, relançando uma atividade que se encontrava ameaçada e valorizando a capacidade da região na área da salinicultura. Na realidade, além de se apresentar como um dispositivo museológico e interpretativo, o NMSal dá a possibilidade aos seus visitantes de participarem no processo de extração do Sal ou de usufruírem dos seus benefícios, num espaço que funciona como Spa.